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"Blade Runner 2049" cativa, mas deixa a desejar

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Trinta e cinco anos se passaram desde a estreia de “Blade Runner - O Caçador de Androides” (Blade Runner, 1982), e trinta anos se passaram dentro da narrativa fictícia em que a história desse segundo filme acontece. Ambas são baseadas no livro de Phillip K. Dick, “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?” (Do Androids Dream of Electric Sheep?), publicado em 1968.

O primeiro filme foi dirigido por Ridley Scott, que até então havia tido um grande sucesso com uma produção anterior, “Alien, O Oitavo Passageiro” (Alien, 1979). Já a continuação da história ambientada no futurístico ano de 2019, ficou a cargo do diretor canadense Dennis Villeneuve. Scott atuou como produtor executivo e o roteirista Hampton Fancher foi novamente convocado para contribuir na elaboração de como poderia ser criado o prosseguimento da história que agora está ambientada no ano de 2049.
De uma maneira geral, continuações são sempre arriscadas, ainda mais quando são filmes que se tornaram icônicos em uma determinada…

“Mãe!” é vastamente metafórico, ousado e intrigante

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"...Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também...” João 14:2,3
Essas e outras referências bíblicas estão inseridas no filme “Mãe!” (Mother!), cuja personagem interpretada pela atriz Jennifer Lawrence vive um relacionamento com um poeta (Javier Bardem) em uma grande casa que é invadida constantemente por estranhos.

 A mistura de doutrinações religiosas com elementos que remetem uma preocupação ecológica são temas recorrentes na filmografia do diretor norte-americano Darren Aronofsky. Em “Pi” (idem, 1998), seu primeiro longa, ele conseguiu formular uma teoria entre a matemática e a cabala judaica; Já em “A Fonte da Vida” (The Fountain, 2006) apresenta uma ficção científica que se volta para a filosofia budista; E em “Noé” (Noah, 2014), se debruça sobre essa figura bíblica que salvou o processo d…

A hora e a vez dos palhaços nada convencionais: “It - A Coisa” e “Bingo - O Rei das Manhãs”

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Alô, alô, criançada!! Os palhaços estão de volta com tudo!! Porém, ao invés do picadeiro do circo, estão nas telas dos cinemas, e não foram feitos para as crianças assistirem. O primeiro é uma refilmagem de um cult do gênero de terror, “It: A Coisa” e o segundo é a produção brasileira “Bingo - O Rei das Manhãs”. Ambos possuem algumas coisas em comum: se passam na década de 80 e apresentam como personagens principais palhaços nada convencionais.
“It: A Coisa” é baseado no livro de Stephen King, autor americano que conta com uma vasta bibliografia, sendo quase todos na linha do gênero terror ou suspense, e ainda alguns outros sob o pseudônimo de Richard Bachman. Mais de 45 livros seus já foram adaptados para filmes, tais como, “Carrie, A Estranha” (Carrie, 1973), dirigido por Brian De Palma; “O Iluminado” (The Shinning, 1980), com direção de Stanley Kubrick; “Um Sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption, 1994), dirigido por Frank Darabont, sendo inclusive, indicado ao Oscar de Melh…

“Na Praia À Noite Sozinha” é o filme mais íntimo e pessoal do diretor sul coreano Hong Sang-soo

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Os diretores sul coreanos começaram a se destacar em meados dos anos 2000, quando seus filmes passaram a chamar a atenção da crítica mundial e do público por trazerem uma nova estética e abordagem ao cinema. Só para citar alguns: Park Chan-Wook, com sua trilogia da vingança, que contempla os filmes “Mr. Vingança”, “Oldboy” e “Lady Vingança”; a incrível sensibilidade de Kim Ki-Duk, com “Primavera, Verão, Outuno, Inverno... E Primavera” e “Casa Vazia”; Bong Joo-Ho, com “Memórias de Um Assassino” e, sua mais recentemente e conhecida produção em parceria com a Netflix, “Okja”.

Juntamente com essa leva de diretores, Hong Sang-Soo também se destaca por ser considerado, segundo alguns críticos, como o “Woody Allen sul coreano”. Seus filmes abordam sempre a mesma temática, envolvendo histórias de relacionamentos, com personagens que trabalham na área cinematográfica. “Na Praia À Noite Sozinha” segue a mesma risca, contudo, pode ser considerado o seu filme mais escancaradamente pessoal. É imp…

“Corpo Elétrico” é um exercício de desconstrução do corpo e da mente

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O diretor mineiro Marcelo Caetano é formado em Ciências Sociais. Debandou-se para o cinema, primeiro fazendo filmes de curta-metragem, depois foi assistente de direção em importantes filmes brasileiros, composto por uma safra de diretores que vem trazendo uma renovação para o cinema brasileiro, tais como: Hilton Lacerda, Gabriel Mascaro e Anna Muylaert. E ainda trabalhou na produção de elenco para Kleber Mendonça Filho, em “Aquarius”, quando conheceu o ator paraibano Kelner Macedo. Kelner havia feito o teste para o papel de sobrinho da personagem de Sônia Braga, porém, o ator não conseguiu a vaga.

“Corpo Elétrico” é o primeiro longa do diretor e vem angariando prêmios em diversos festivais dentro e fora do Brasil. O título do filme é uma referência ao poema “Eu Canto o Corpo Elétrico”, do poeta americano Walt Whitman, que descreve de maneira detalhista diversos tipos de corpos com seus contornos, movimentos, articulações e formas. Baseado nesse contexto do poeta, Marcelo contou com a…