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O feminismo genuíno em "Mulher-Maravilha"

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Estamos vivendo a era dos heróis! Pelo menos para produções blockbusters hollywoodianas, que, ultimamente estão sendo revezadas entre duas importantes editoras de histórias em quadrinhos americanas: a Marvel Comics, fundada em 1939 e que tem como seu autor principal Stan Lee; e a DC Comics, fundada em 1934, que tem como seu herói mais antigo e notável, o “Superman”. Dentre todos esses heróis em quadrinhos, somente uma personagem feminina restou como protagonista: “Mulher-Maravilha”. 
A heroína foi criada pelo psicólogo, escritor e inventor, William Moulton Marson, (ou Charles Moulton), que também ficou conhecido por ter inventado a base do que viria a ser o Polígrafo, o detector de mentiras. Vale destacar que a vida de Moulton irá ganhar uma versão biográfica e cinematográfica. Afinal, Moulton foi uma figura extremamente intrigante. Além dos atributos já citados, ele mantinha uma vida amorosa excêntrica e nada convencional, tanto para os padrões da década de 40 quanto para…

Novo filme de Marcelo Gomes mostra "Joaquim" antes de Tiradentes

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A importância de se conhecer a história de um país contribui imensamente para que possamos compreender os fatores que desencadearam comportamentos culturais, sociais, políticos e econômicos daquela nação. A mais recente produção do cineasta pernambucano Marcelo Gomes tece, de maneira nua e crua, o cotidiano de Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”.

 O enfoque que Marcelo propõe em sua narrativa é mostrar o processo emocional e a construção de consciência política desse personagem histórico, que de alferes (posto militar que equivale ao segundo tenente) da coroa portuguesa, se torna o líder revolucionário da Inconfidência Mineira no Brasil do século XVIII. A produção foi indicada para competir ao Urso de Ouro, prêmio principal no Festival de Berlim desse ano, e estreia no Brasil no dia 20 de abril, um dia antes do feriado de Tiradentes.
O elenco do filme, que é composto por atores brasileiros, portugueses, africanos e índios, tem um tom quase documental da rotina d…

O diretor chinês Zhang Yimou se rende a Hollywood e decepciona com "A Grande Muralha"

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O premiado cineasta chinês Zhang Yimou parece realmente ter se rendido a Hollywood e as grandes produções blockbusters. "A Grande Muralha" (The Great Wall, 2016), sem dúvida usa e abusa dos efeitos visuais. Além, de ter em seu elenco atores americanos como Matt Damon, Willem Dafoe e o chileno Pedro Pascal, de “Game of Thrones” e “Narcos".

Para quem conhece a carreira do diretor, vai lamentar um pouco a respeito do rumo que ele está tomando. Porém, ao mesmo tempo, era meio que previsível, uma vez que Yimou sempre prezou bastante pelo apelo visual em seus filmes anteriores: “Herói” (Ying xiong, 2002), “O Clã das Adagas Voadoras” (Shi mian mai fu, 2004) e “A Maldição da Flor Dourada” (Man cheng jin dai huang jin jia, 2006). Devido a esse fator, é claro que Yimou iria se sentir atraído pelos recursos hollywoodianos. E justamente nisso está a falha do filme, a preocupação parece ter sido somente nos efeitos visuais, deixando o roteiro totalmente de lado.  O resultad…

"Cinquenta Tons Mais Escuros" prova que best-sellers e campeões de bilheteria não estão relacionados com a qualidade de suas obras

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Erika Leonard James é uma ex-executiva de TV, que ao cinquenta e poucos anos de idade resolveu se aventurar na literatura. A britânica lançou, em 2011, "Cinquenta Tons de Cinza" (Fifty Shades of Grey), o que seria seu primeiro livro de uma trilogia do gênero romance erótico.

A história gira em torno do universo de um protagonista que é multimilionário, lindo e musculoso. Tudo seria o cliché do homem perfeito, se não fosse por um detalhe, ele é sádico e gosta de bater em mulheres que leva para cama. Christian Grey (sobrenome que foneticamente faz o trocadilho com a palavra “gray”, que em inglês significa cinza) é o personagem que simboliza o homem que leva as mulheres à loucura de tanto tesão. Remete bastante aquele tipo de literatura de banca de jornal, como “Bianca”, “Sabrina”, entre outros. Porém, tudo muda na vida de Christian quando ele conhece Anastasia, uma mulher ingênua e virgem por quem ele se apaixona e que, para sua surpresa, não aceita sua condição p…

Com "Animais Noturnos", Tom Ford confirma solidez de seu talento também como diretor

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O designer Tom Ford entrou para a Gucci em 1990, quando a marca estava prestes a falir. Quatro anos depois, ele se tornou o Diretor Criativo da empresa, reerguendo-a ao trazer uma nova proposta estética, com um espírito mais moderno e inovador. Sua passagem pela Gucci foi tão forte e marcante que o museu da loja, em Florença, inaugurou, em 2016, duas novas salas dedicadas a ele. Afinal, Ford foi o responsável por elevar o patamar da marca que até hoje faz sucesso no mundo. Em 2004, ele saiu da empresa e criou sua própria marca, que contempla roupas masculinas, femininas, joias, cosméticos, perfumes e diversos acessórios.

Em 2009, Ford resolveu se aventurar no ramo cinematográfico ao lançar nos cinemas o primeiro filme sob sua direção: "Direito de Amar" (A Single Man), estrelado pelos atores Colin Firth e Julianne Moore. A produção recebeu indicações de prêmios em diversos festivais e foi muito bem recebida pela crítica e pelo público. Agora, em 2016, ele lançou…