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Mostrando postagens de 2017

O sublime niilismo de LUCKY é uma homenagem póstuma ao ator Harry Dean Stanton

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O ator americano Harry Dean Stanton é o personagem título do filme de estreia do, também ator, John Carroll Lynch. Stanton faleceu em setembro desse ano aos 91 anos de idade e este foi o seu último trabalho no cinema. Coincidentemente, ou não, além da produção trazer reflexões acerca da vida e morte, este é um trabalho quase autobiográfico do ator. Isso porque os dois roteiristas, Logan Sparks e Drago Sumonja, já o conheciam há muito tempo e desejavam fazer um filme com ele e sobre ele.


Lucky é um senhor de 90 anos que possui uma disciplinada rotina. Ao acordar, pratica alguns exercícios, depois toma um copo de leite, que já estava no copo dentro da geladeira, se arruma com roupa típica de cowboy, vai até a lanchonete para fazer palavras-cruzadas, passa na mercearia para comprar leite ou cigarros, que aliás é o seu vício há anos. Ele vive só, nunca se casou e nem teve filhos. Lucky frequenta também um bar, onde costuma tomar Bloody Mary. Tudo parece seguir de maneira tranquila na sua …

"Blade Runner 2049" cativa, mas deixa a desejar

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Trinta e cinco anos se passaram desde a estreia de “Blade Runner - O Caçador de Androides” (Blade Runner, 1982), e trinta anos se passaram dentro da narrativa fictícia em que a história desse segundo filme acontece. Ambas são baseadas no livro de Phillip K. Dick, “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?” (Do Androids Dream of Electric Sheep?), publicado em 1968.

O primeiro filme foi dirigido por Ridley Scott, que até então havia tido um grande sucesso com uma produção anterior, “Alien, O Oitavo Passageiro” (Alien, 1979). Já a continuação da história ambientada no futurístico ano de 2019, ficou a cargo do diretor canadense Dennis Villeneuve. Scott atuou como produtor executivo e o roteirista Hampton Fancher foi novamente convocado para contribuir na elaboração de como poderia ser criado o prosseguimento da história que agora está ambientada no ano de 2049.
De uma maneira geral, continuações são sempre arriscadas, ainda mais quando são filmes que se tornaram icônicos em uma determinada…

“Mãe!” é vastamente metafórico, ousado e intrigante

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"...Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também...” João 14:2,3
Essas e outras referências bíblicas estão inseridas no filme “Mãe!” (Mother!), cuja personagem interpretada pela atriz Jennifer Lawrence vive um relacionamento com um poeta (Javier Bardem) em uma grande casa que é invadida constantemente por estranhos.

 A mistura de doutrinações religiosas com elementos que remetem uma preocupação ecológica são temas recorrentes na filmografia do diretor norte-americano Darren Aronofsky. Em “Pi” (idem, 1998), seu primeiro longa, ele conseguiu formular uma teoria entre a matemática e a cabala judaica; Já em “A Fonte da Vida” (The Fountain, 2006) apresenta uma ficção científica que se volta para a filosofia budista; E em “Noé” (Noah, 2014), se debruça sobre essa figura bíblica que salvou o processo d…

A hora e a vez dos palhaços nada convencionais: “It - A Coisa” e “Bingo - O Rei das Manhãs”

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Alô, alô, criançada!! Os palhaços estão de volta com tudo!! Porém, ao invés do picadeiro do circo, estão nas telas dos cinemas, e não foram feitos para as crianças assistirem. O primeiro é uma refilmagem de um cult do gênero de terror, “It: A Coisa” e o segundo é a produção brasileira “Bingo - O Rei das Manhãs”. Ambos possuem algumas coisas em comum: se passam na década de 80 e apresentam como personagens principais palhaços nada convencionais.
“It: A Coisa” é baseado no livro de Stephen King, autor americano que conta com uma vasta bibliografia, sendo quase todos na linha do gênero terror ou suspense, e ainda alguns outros sob o pseudônimo de Richard Bachman. Mais de 45 livros seus já foram adaptados para filmes, tais como, “Carrie, A Estranha” (Carrie, 1973), dirigido por Brian De Palma; “O Iluminado” (The Shinning, 1980), com direção de Stanley Kubrick; “Um Sonho de Liberdade” (The Shawshank Redemption, 1994), dirigido por Frank Darabont, sendo inclusive, indicado ao Oscar de Melh…