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“O Monstro de Mil Cabeças” revela um sistema de saúde apático, cruel e burocrático

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O drama mexicano “O Monstro de Mil Cabeças” (Un monstruo de mil cabezas, 2015), foi o filme de abertura do Festival de Veneza, em 2015. Baseado no livro homônimo de Laura Santullo, que também é a roteirista do filme, a trama denuncia os bastidores de um sistema de saúde mexicano que tende a menosprezar seus pacientes.
Tudo começa com a personagem Sonia Bonet (Jana Raluy) acudindo seu marido que está doente e acorda de madrugada com fortes dores. Desde o início percebemos que o diretor Rodrigo Plá, optou por utilizar uma câmera parada e enquadramentos que só mostram, na maioria das vezes, partes dos acontecimentos em cena. Tal recurso pode ser interpretado à medida que vamos compreendendo a dimensão que a narrativa aborda. 
Na cena seguinte vemos Sonia dentro de um prédio, acompanhada do seu filho adolescente, solicitando atendimento com o médico-coordenador do caso do seu marido. Ela está com vários exames e papéis na mão. Uma atendente sai e outra entra e ela se aproxima …