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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Amor

Michael Haneke é um genial sádico provocador. Basta olhar alguns de seus filmes:“Violência Gratuita” (Funny Games, 1997), “Professora de Piano” (La Pianiste, 2000), “Caché” (idem, 2005) e “Fita Branca”(Das weiße Band - Eine deutsche Kindergeschichte, 2009), sendo que com este último ele também foi premiado com a Palma de Ouro em Cannes. Todos os seus filmes parecem estar na tela como forma de provocar o nosso olhar, a nossa paciência e a nossa sensibilidade. Isso porque ele preza por uma montagem naturalista, mostrando aquilo que geralmente é cortado durante esse processo. Ou seja, se um personagem diz para o outro esperar um instante enquanto ele vai chamar alguém, o que iremos ver é esse momento da espera. Assim, o personagem espera e nós, os espectadores, também. Além disso, o interesse de seus temas se articula com aquilo que se expressa como peculiaridades da nossa condição humana envoltas pelo seu olhar muito próprio e atípico. Temas como violências e fetiches injustificáveis o…